poesia
vênus
“vamos pro inferno”, eu dissetentando ironicamente amenizaro que os anjos errantes tinham feitosem ter pecado.
porque nós não iríamos pra láera simplesmente uma quebra de leispara um porto seguro efêmero.
nada nos cessavanada nos era pregado; era puro.
um prego tortonão se sustenta na parede.
mas eu tinha um marteloe poderia quando quisesseendireitar esse prego torto.
o prego serviria de qualquer maneira,poderia ficar intacto quando eu quisesse.
mas nós não éramos somente um prego,muito menos uma simples parede.
nós éramos O Nascimento de Vênus, o martelo, a parede, o prego, a moldura e o observador
juntos estávamos seguros.
vamos pro inferno, pensei.
os céus, por nós, celebravam.