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Ambra Marques

poesia

suor

não me importa de que maneiratuas frívolas concepçõessão avultadas em mimna minha aparênciano meu ascendenteno meu ser falhoque nas folhas vagas do inverno,murchammostrando-se visívelem cada galho efêmeroestigmado em mim

pois minha alma simpleszarpa constantementedestes subterfúgiosidealizados e praticadospor você em público.

eu sou quem sou no recinto,a cada janela abertaque jaz por aíem meus corpos subterradosde poroem poro.

me deixe transpirar em pazsó não me obrigue a enxugar o teu.