poesia
[sem título]
às vezes a gente precisa machucarum pouquinho pra existir o que o amor mata, pois
onde um se entrega, o outro avança o medo afasta o que o amor alcançaaté tive que me manter distante pra não perder as esperançaseu já nem sei quantas vezesmorremos pra existirmosnessa dança.
lembranças.
eu queria nunca ter te conhecido antespois assim evitaríamos muitas coisas, você sabe.
saudades.
passei a ter um apreço pela escuridão senão
não poderia enxergar a luzenquanto você se fazia sombra.
me assombraquevocê era e é, justamente aquilo que eu mais precisava e preciso —
impreciso —
como a gota de chuvade um temporal que se tornou tão deíficoquando unida ao oceano
— pacífico.