poesia
rape
nua e cândida, como pérola
amaldiçoada e largada
numa quina de um leito
miserável
onde decrépitas almas me cercam
sob um teto em ruínas
indissociável de mim,
caindo aos pedaços.
(in)vadida tal como num sacrifício
nada sacro, digo —, até insidioso — quem dera fosse um sacro-ofício aos deuses —
maldita e gélida
pela dubiedade do
último ato de rebelião
incomensuravelmente impregnada,
novamente, pelas mãos da escuridão.