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Ambra Marques

poesia

rape

nua e cândida, como pérola

amaldiçoada e largada

numa quina de um leito

miserável

onde decrépitas almas me cercam

sob um teto em ruínas

indissociável de mim,

caindo aos pedaços.

(in)vadida tal como num sacrifício

nada sacro, digo —, até insidioso — quem dera fosse um sacro-ofício aos deuses —

maldita e gélida

pela dubiedade do

último ato de rebelião

incomensuravelmente impregnada,

novamente, pelas mãos da escuridão.