poesia
o alimento dos deuses
assim, como um rato sujovou me esgueirando entreos hiatos alheiosnão era como a toca do coelhoque eu almejava alcançar eram como esgotos vazios sórdidos e pútridos que meus pelos rastejavam pelos verbos lameados dicotômicos e insalubres que eu arranhava com um certo apreço.o desespero desespera a dorde amar o amor
de qualquer formade qualquer jeitoem qualquer leito
e então, com estes olhos cegamente vermelhoseu farejavainebriadas escamas abissais em busca de algo...
ludibriada pelo canto da sereia,me vi rodeada de predadoresnuma armadilha forjadavampirizada e amaldiçoada a vender a minha almaaos falsos deuses que pela vulnerabilidade euinsistia em me converter.
e Eles me disseram,
“só seja submissa, nem hedonista,nem Eros”
mas se só tenho o seu amor em troca do seu prazer
o que mais eu poderia ser?