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Ambra Marques
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poesia

não vejo a hora de voltar pra casa

sentada no escurohomens vaziosme fitamcom estranheza.

estremeço a noiteolhando pro nadapensando em tudo.

dois maços não sãosuficientespra mim.

dois fracos fitandonão são suficientespra eles.

dois policiaisandandonão foram suficientes

e

as ervas não são arrancadasdas mãos das mulheresà noite.

aos 17 anosinsuficientemente vivaàs 22.

desisto.

volto pra casacomo num jato.

as ruas do mundo

das noites

das almas e

dos mortos

não são boas

pra quem não sabe lidarcom a realidade.