poesia
não vejo a hora de voltar pra casa
sentada no escurohomens vaziosme fitamcom estranheza.
estremeço a noiteolhando pro nadapensando em tudo.
dois maços não sãosuficientespra mim.
dois fracos fitandonão são suficientespra eles.
dois policiaisandandonão foram suficientes
e
as ervas não são arrancadasdas mãos das mulheresà noite.
aos 17 anosinsuficientemente vivaàs 22.
desisto.
volto pra casacomo num jato.
as ruas do mundo
das noites
das almas e
dos mortos
não são boas
pra quem não sabe lidarcom a realidade.