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Ambra Marques

poesia

malmequer

há uma cóleraque flameja no meu peitocomo gás rarefeitoque me deixa assim, perdidaencontrando meus defeitosdo porquê eu te afagarnas minhas noites de inocência.essa condescendênciaque me ridicularizamesmo tendo a consciência do que me traz corizae de quem me faz chorar.chorar, sem ao menos saber o porquê.afagar, sem o teu amor eu ter.o que você fez para mereceresse meu raro sentimentode amizade querer ter?nada.você não é tanta coisa,eu também nãomas costumava te considerarcomo um irmãopois eu sou pura,o meu coração étenho inocência de criança,mas ainda sou mulher.no bem-me-quere malmequereu não soube brincare nem te digo que pétala é.