poesia
malmequer
há uma cóleraque flameja no meu peito
como gás rarefeito
que me deixa assim, perdida
encontrando meus defeitosdo porquê eu te afagarnas minhas noites de inocência.
essa condescendênciaque me ridiculariza
mesmo tendo a consciência do que me traz coriza
e de quem me faz chorar.
chorar, sem ao menos saber o porquê.
afagar, sem o teu amor eu ter.
o que você fez para mereceresse meu raro sentimentode amizade querer ter?
nada.
você não é tanta coisa,eu também não
mas costumava te considerarcomo um irmão
pois eu sou pura,o meu coração é
tenho inocência de criança,mas ainda sou mulher.
no bem-me-quere malmequer
eu não soube brincar
e nem te digo que pétala é.
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