poesia
in
me movo,constantemente.eu, inconstanteme rebato veementesem nenhum pudor ou consensoconsentindo brevementea minha falta exterior.eu, tão interna,inda me movo.deslocando no inverno inverso(in)da que no inverso amargo do meu interior miocárdicoeu não me “alter(ni)”.no inferno eu me alterono inferno eu me rebelogrito a deuses inexistentesque em órgãos se proliferam.ouço adeuses proeminentesdentre os meus bolos histéricos.mas inda me movo.eu me movo e me movo.não durmo; me movo de novo.penso; me movo.lembro; me movo.escrevo; me movo.choro em silêncio; me movo.a solidão não pede socorro.meu inverno é interno;inverno externo eu corro.no interno, eu me enterrose não me movo, eu morro.o depois não rima e nem tem poesiaeu me movo em inérciae não quero saber o que acontece na ausência.