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Ambra Marques
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poesia

fecha os teus olhos

seus passos falhosperdem-se constantemente;

brincam de esconde-escondeonde um vazio é encontrado.

as palavras ditaspassam por cimado que deveria estar calado.

silêncio

um ato condenado.

há um dedo que apontae o outro desconta

nada vem em contado quanto já julgou?

bélicas pontas de dedode quem aponta um lápis

que se quebrou na ponta,mesmo sem cor.

e o que restou?

a raiva?

o lápis?

ou as palavras que soltou?

nada.

abra os teus olhos.