poesia
fecha os teus olhos
seus passos falhosperdem-se constantemente;
brincam de esconde-escondeonde um vazio é encontrado.
as palavras ditaspassam por cimado que deveria estar calado.
silêncio
um ato condenado.
há um dedo que apontae o outro desconta
nada vem em contado quanto já julgou?
bélicas pontas de dedode quem aponta um lápis
que se quebrou na ponta,mesmo sem cor.
e o que restou?
a raiva?
o lápis?
ou as palavras que soltou?
nada.
abra os teus olhos.