poesia
etéreo
sinto-me aquecendo aos poucosinventando teus braçosenvoltos como um ninho
teus dedos recitandocada versículo sagrado
consagrando
tépidos fragmentosdestas páginas
folheando com salivana ponta dos dedos
o meu corpo
perdoandominh’alma lasciva
e minha demasiadae inconcebíveladoração por deuses
não me aborreçonem minhas fraquezas nego
prossigo e me curvo de joelhosporque é para ti que eu rezo
quão etéreo, cândidoe deleitososerão tuas bençãos.