poesia
em silêncio
mesmo invadidae sugadapelas mãosdelenos meus seios,eu fico em silêncio.mesmo com o calordo toque devorandoa minha almapura,eu fico em silêncio.mesmo com o meu corpofervente como fogo e brasatentando se adaptarao medo,eu fico em silêncio.mesmo que o meucoraçãose rebata em desesperoporque nunca ninguémtão próximotinha arrancado de mimàs garrasa inocência,eu fico em silêncio.mesmo com os dedossórdidos e dissolutosque pressionavampara sentirmeus batimentosaceleradosque ansiavam parar,eu fico em silêncio.e mesmo que tenhase passado cinco anosde um abuso queainda me persegueeu continuo aqui,em silêncio.
consegue me entender?