poesia
ele me trancou e ainda jogou as chaves pela janela
me traga um poucoenrola com a ponta dos dedosnas sedas dos meus cabelos.não se iluda, não diga,não minta para si mesmo.pacifique-se no meu pacífico e incoercível coração.me abraça no colchãopenetra a minha almae me acalmaem nossa bélica distinção.olhe em meus olhos
f i x a m e n t e
como se fosse a última vez.me bagunça de veze me arruma aos poucosinspira os esboços da minha nudez.me deixe livre e puraespia através da fechaduraem literaturado teu coraçãoe abra a porta
l e n t a m e n t e
consolidando a conexãome trancando em você.