poesia
ele
por eleaté escrevo nas estrelas
deixo claro que…
droga, não consigo explicar.
é tão indulgentee sabe fingir tão bem que não é; mas é
mal de Gêmeos
se bem, um bem.
por ele escrevo nas estrelas o que não se escreve naquilo que brilha.
seu exagero metódicovem a abarcar no (in) mais sintetizado possível.
e é impossível disciplinar a liberdade que se move freneticamente dentro dele.
o mais intenso canto aos surdose ninguém consegue não ouviro que ele tem pra falar.
o mais intenso encanto aos mudose ninguém consegue não falar o que tem a expressar.
eu tão muda
desinteressada
surda
não me convém não escutar e
entender
a sua capacidade de apego e afeto espontâneonas sombras que, em mim, tímidas se encobrem.
alguns de seus amigos o abandonaram, não entendoporque quando ele vem como um abraço, tudo se iluminaas sombras fogem com medo; temem a morte.
se morro, é dentro dele.sou forro, nos remendos dele.
e, assim, como um só nónaquilo que não se desfaz aos arredores, somos um só
postos em sigilo perante a lei.
nem argumentos anarquistasexplicam a liberdade que se feznas regras em desordem que quebramos em prol da ordem.
na desordem pomos tudo em ordem.
e é no frio, que logo se aquece com fúria, o quente que aqui dentro logo se umedece.
e admito,eu não resisto.