Pular para o conteúdo
Ambra Marques
← Todos os escritos

poesia

ele

por eleaté escrevo nas estrelas

deixo claro que…

droga, não consigo explicar.

é tão indulgentee sabe fingir tão bem que não é; mas é

mal de Gêmeos

se bem, um bem.

por ele escrevo nas estrelas o que não se escreve naquilo que brilha.

seu exagero metódicovem a abarcar no (in) mais sintetizado possível.

e é impossível disciplinar a liberdade que se move freneticamente dentro dele.

o mais intenso canto aos surdose ninguém consegue não ouviro que ele tem pra falar.

o mais intenso encanto aos mudose ninguém consegue não falar o que tem a expressar.

eu tão muda

desinteressada

surda

não me convém não escutar e

entender

a sua capacidade de apego e afeto espontâneonas sombras que, em mim, tímidas se encobrem.

alguns de seus amigos o abandonaram, não entendoporque quando ele vem como um abraço, tudo se iluminaas sombras fogem com medo; temem a morte.

se morro, é dentro dele.sou forro, nos remendos dele.

e, assim, como um só nónaquilo que não se desfaz aos arredores, somos um só

postos em sigilo perante a lei.

nem argumentos anarquistasexplicam a liberdade que se feznas regras em desordem que quebramos em prol da ordem.

na desordem pomos tudo em ordem.

e é no frio, que logo se aquece com fúria, o quente que aqui dentro logo se umedece.

e admito,eu não resisto.