prosa
“e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes.”
é através das sinapses que enxergo o significado das expressões e das palavras
indo além das concepções difundidas e progredindo na medida em que expando, explorando sua permanência estrutural
satanicamente psicografadas nos escombros sintomáticos do meu subconsciente.
são essas mesmas imagens cravadas, que sussurram como lâminas folheadas em busca de verdades antes jamais pronunciadas
afirmando que a lealdade ao próprio irmão, transcende até mesmo o ouro que tanto almeja.
e ainda risco — salientando sobre os bens e aquilo possuis por mérito — que nem mesmo criam raízes em solo fértil, muito menos te definem como indivíduo.
todavia, os castigos provenientes de suas ações e atos infantilizados ao dar de ombros em negação à realidade, é o que te define e onde mora o verdadeiro pecado
por conseguinte, sendo rejeitado pelo próprio universo através da relutância em aceitar que suas lições e disciplinas são repletas de dor,
e que aquilo que tanto repudia é o que mais carece de amor.
conheço os excessos angustiados, ao golpear o peito com autoengano, proclamando que não se importa com nada
sou igualmente indiferente à forma como tuas frívolas conclusões me reduzem à causa
pois, além de tudo o que me ocorreu, e que das cores me deixou desbotada
pela dor, sei onde minha paz reside, e o meu caminho de volta para casa.