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Ambra Marques
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poesia

de mãos vazias

posso ver o meu corpoinquieto e trêmulo de ansiedade.eu preciso de algum objetopra segurareficar batendo e fazendo barulhos,ruídos, rabiscos, numa praça, na praiaou em qualquer outro lugarlonge daqui.eu sou testada quando tô sóbriae ele ainda acha o meu jeito engraçado,maseu ainda estou esperando os remédiosque me foram receitados.tentam curar o meu coração —colocam e tirambebidas e cigarrosdas minhas mãos —“não vou deixarque você se mate”.acredite,eu nãoligo.