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Ambra Marques

poesia

aqui, no pós-vida

o desdobramento da realidade faz com queo meu coração pese mais que uma pena,apenas para que eu aprenda a tornaro meu amor mais leve

não por alguma falha,maldição ou castigo

e sim, pelo escárnio ao me veremdolorosamente vendada, enquantome rebato sufocando em sangue.

esse mar vermelhosó abre a passagemenquanto durmo, poissão expressões sutis e sentimentosdesprovidos de medo e de tempo.

olhares que vibram mais que a vozcorpos etéricos mais presentesà comunicação antecedenteveementemente desbravandosons que se manifestam no após –

meras são as desilusões onde me encontroacordadados segredos que abrigo, enquanto amortransbordodas boas memórias que, de outroraesqueço edas palavras que, de-letra em letradesapareço

contudo, enquanto despertasinto que morri, pois o sonhoparece ser mais real que aqui.

a alma se observa adormecidadigladiando interiormenteno mutilar penoso, apenaszarpando epiderme à fora

onde o peso das asascomo de um anjo caído

desabam noagora,