poesia
aqui, no pós-vida
o desdobramento da realidade faz com queo meu coração pese mais que uma pena,apenas para que eu aprenda a tornaro meu amor mais leve
não por alguma falha,maldição ou castigo
e sim, pelo escárnio ao me veremdolorosamente vendada, enquantome rebato sufocando em sangue.
esse mar vermelhosó abre a passagemenquanto durmo, poissão expressões sutis e sentimentosdesprovidos de medo e de tempo.
olhares que vibram mais que a vozcorpos etéricos mais presentesà comunicação antecedenteveementemente desbravandosons que se manifestam no após –
meras são as desilusões onde me encontroacordadados segredos que abrigo, enquanto amortransbordodas boas memórias que, de outroraesqueço edas palavras que, de-letra em letradesapareço
contudo, enquanto despertasinto que morri, pois o sonhoparece ser mais real que aqui.
a alma se observa adormecidadigladiando interiormenteno mutilar penoso, apenaszarpando epiderme à fora
onde o peso das asascomo de um anjo caído
desabam noagora,