poesia
amnésia
despedaçavam-se os passoso chão rachava meus traços.
e meus pedaços, onde estavam?
foram perdidos com o tempo.nada restou. nada restava.
o triste lânguido alvor que vez ou outra falava,havia se proliferado por dentro e me agonizava.
tudo era muito injusto
eu vendi a minha alma diversas vezes,mas ninguém nunca entendianinguém nunca pensava
e por amor a mimeu me fechava
eu me tranqueieu me trancava.
cerrei nos lábios o que antes falavaexpus nas prosas o que antes gritava
e foi assim que tudo começoufoi na dor que eu recomeçava.
com o psíquico danificadodos meus erros eu me lembrava
esperava melhorá-los, jurava.
mas as memórias boas que foram esquecidasas memórias boas que eu não me lembrava.
merda, era pra eu me lembrarmas sou eu que não lembro de mim.