Pular para o conteúdo
Ambra Marques
← Todos os escritos

poesia

amnésia

despedaçavam-se os passoso chão rachava meus traços.

e meus pedaços, onde estavam?

foram perdidos com o tempo.nada restou. nada restava.

o triste lânguido alvor que vez ou outra falava,havia se proliferado por dentro e me agonizava.

tudo era muito injusto

eu vendi a minha alma diversas vezes,mas ninguém nunca entendianinguém nunca pensava

e por amor a mimeu me fechava

eu me tranqueieu me trancava.

cerrei nos lábios o que antes falavaexpus nas prosas o que antes gritava

e foi assim que tudo começoufoi na dor que eu recomeçava.

com o psíquico danificadodos meus erros eu me lembrava

esperava melhorá-los, jurava.

mas as memórias boas que foram esquecidasas memórias boas que eu não me lembrava.

merda, era pra eu me lembrarmas sou eu que não lembro de mim.